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  Gente Que Faz

Na maior tranqüilidade


                                         A família de Noé Dorneles.

Noé Dorneles é uma figura simpática. Bigodão, cabelos ruivos, óculos meio escuros e um rosto que inspira confiança. Não é de se admirar que o que ele conta sobre seus 13 anos de cobrador na Vicasa seja verdade – “Trabalho de cobrador porque gosto, amo meu trabalho, amo meus passageiros. E meus passageiros me adoram”.
Experiente, Noé trabalha como cobrador há quase 20 anos. Começou no interior, em Cachoeira
do Sul. Só na linha Guajuviras – Porto Alegre são 10 anos. Por isso tanta amizade. Também pelo cartão de visitas de Noé: o sorriso. “A pessoa pode estar mal-humorada, querendo lhe xingar,
mas o sorriso a desarma”, receita.
Noé é natural de Encruzilhada do Sul e tem sua família espalhada por Cachoeira, Santana da Boa
Vista e, claro, Encruzilhada. Em Canoas vive rodeado das sobrinhas Katiane, Priscilla, Elisama e
Ticiane, filhas de Terezinha, sua irmã.
Dotado de tanta simpatia, só se estranha sua opção de ser “solteirão”. O senhor não quis se
incomodar (perguntamos)? “Não quis incomodar ninguém também!”, ele devolve a brincadeira. O mais importante, diz ele, “é que levo uma vida boa, uma vida solta, maravilhosa”.

De um volante para outro 


  
                                          Saul com sua família.


O negócio de Saul da Costa Vargas é dirigir. Mas não a qualquer preço. Antes de ser um colaborador da Vicasa, ele ganhava o seu pão atrás de um volante de caminhão, viajando e viajando.
Vindo de Cruz Alta, sua cidade natal, ele se “estabeleceu” em Canoas, já estava casado, com um filho e... viajando (daí as aspas em “estabeleceu”. Saul, a esposa, Mariléia, e o pequeno Saul Uilian viviam na estrada. “Eu viajava para São Paulo, Rio, para o Norte. Puxava vários horários, mas o dinheiro estava diminuindo”, ele conta.
Pouco dinheiro, muito desgaste. “Minha esposa gostava de viajar, mas eu achava muito puxado. Estava querendo ficar mais perto de casa. Então um dia falei para ela que estava cansado”.
A partir deste desabafo, a Vicasa entrou na vida do colega. Hoje ele celebra os nove anos de sua mudança. “O bom é a convivência com as pessoas. Se tu tens um horário efetivo, teus passageiros
passam a ser teus amigos. Essa é a parte mais gratificante de trabalhar como motorista de ônibus”. E com a vida mais serena, sobrou tempo até de ampliar a família – com o nascimento de Ana Clara, hoje com seis anos.

De mal... a melhor!

 
                                     Com a esposa e a filha

Alex Bergental está no mundo dos transportes há seis anos.
Antes de trabalhar no transporte, o colega batalhava duro, foi motoboy. “Além de o salário ser lá embaixo, as cargas horárias eram bombásticas. Eu pegava às 7h e largava lá pelas 22h”. Nesse
período, já casado, ele e a esposa Ana Paula passavam maus bocados.
Com a admissão na Citral, como cobrador, e o ingresso na Vicasa tudo melhorou. “A Vicasa foi uma baita oportunidade na minha vida”, afirma. Na empresa ele prosperou e hoje ocupa o cargo de auxiliar de Tráfego, controla escalas, horários dos ônibus, Almoxarifado. Tudo para que as viagens aconteçam
sem transtorno aos passageiros.
Vida profissional em alta, a particular pega carona. Alex completou 10 anos de casamento e há quatro
anos compartilha sua vida com Samantha, sua primeira filha. “Uma artista”, segundo o pai. Sucesso
total!

 

 O melhor caminho


                                            No dia do seu casamanto.

Renato Rosa da Silva sempre morou em Cachoeirinha. Mas seu começo no mundo dos
transportes foi em Porto Alegre, na empresa Sopal, como cobrador. Comparando sua realidade com a de seu irmão, fiscal da Vicasa, ele via que trabalhar na sua cidade era uma escolha mais vantajosa.

Foi assim que Renato chegou à Vicasa. Há 20 anos. Cobrador na empresa desde 1987, ele diz ter vivido esses anos com leveza. “Quando o trabalho é bom o tempo vai passando e a gente nem vê”. Experiente, o cobrador alega nunca ter passado por grandes problemas “na rua”, no trato com os clientes. “Temos de ser educados e dar atenção igual a todos”, esta é a sua receita.
São 20 anos de empresa que contrastam com seus pouco mais de quatro meses de casamento. Renato conheceu Sônia através de sua irmã, elas eram, e são, muito amigas, freqüentavam a mesma
igreja. Assim ele se aproximou.
Só faltava o casamento, porque os filhos ele já tinha, quatro, de relacionamentos anteriores – Willian, de 21 anos; Renata 14 e os gêmeos Luis Pedro e Joana, também com 14 anos.

 

Rápido e rasteiro


                                         A família do colega Flordoaldo..

Garcia. Flordoaldo Garcia Azevedo Filho. O homem do bate-pronto, da resposta rápida,
única e inteligente. Assim ele se mostrou na conversa com a reportagem do Coletivo. Agilidade de raciocínio treinada pelos quase 30 anos como motorista. Só na Vicasa, são 17 primaveras.

E do alto desta experiência, nos responda Garcia, o que faz um bom motorista? “Sorte”, dispara.
“E tem de estar numa boa. Cuidado todos temos bastante, a sorte é que ajuda”, explica.
Ele só hesita quando o assunto é Vicasa. “É difícil de falar... acho que a empresa representa, praticamente, tudo na minha vida”, ele fala de suas conquistas e aquisições frutos do trabalho na empresa.
Mas quando o papo é família as respostas rápidas voltam. O colega é casado há 30 anos com Maria Conceição. O casal tem dois filhos – Márcio, de 26 anos e Murilo de onze. Quando perguntado
sobre como fazer um casamento durar tanto ele respondeu: “Só gostando”. Ele completa. “Tem
que gostar, porque nem tudo é perfeito. Há 30 anos ela me agüenta e eu agüento ela”, diz entre risadas. Este batepronto deu no ângulo!

 

Sobrenome trabalho

Hoje Jorge Antônio da Silva é um profissional prestigiado. Tem 22 anos de Vicasa e ocupa o cargo de chefe do Tráfego em Cachoeirinha. Um cume na sua escalada, já passou pelos empregos mais humildes até chegar onde está.
Quando entrou na Vicasa, com apenas 19 anos, Jorge era egresso de uma marcenaria. Trabalhava lá desde os 15. A vaga de cobrador era como uma corda à beira do precipício. O negócio era se agarrar nela e subir. E foi o que ele fez.
Na empresa ele transitou por algumas funções até chegar à chefia de Tráfego. Mais do que um título no crachá, o cargo é fruto de anos de relacionamento com a empresa. “A Vicasa hoje é tudo pra mim, é a minha casa. Eu vivo mais na empresa do que fora dela. Tudo o que tenho eu agradeço a
quem me emprega”.
E ele conquistou muito. Uma trajetória de trabalho admirável e o reconhecimento dos colegas, que agora o conhecerão um pouco mais, através das linhas do Coletivo. Uma distinção merecida por Jorge.

 
 
 
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